Mulheres têm menos dificuldades para ocupar cargos de chefia

CAMILA MENDONÇA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em tempos de competitividade acirrada pelos melhores talentos, empresas deixam de colocar o gênero como critério de seleção. Com isso, as mulheres têm cada vez menos dificuldades para alcançar o topo, avaliam consultores.

Andréia Chovghi Iazdi Fernandes, 38, é uma dessas que chegou ao topo sem quebrar o salto. Ela atua há 20 anos na área de gás. Formada em administração de empresas, viu no setor oportunidade para crescer. Hoje, Fernandes é gerente-geral de negócios da filial Paulínia da Copagaz, distribuidora de gás de cozinha, e tem fama de “xerife” entre os funcionários. “Minha gestão é dura, mas não perco a feminilidade”.

A engenheira de produção Flávia Helena Moraes de Oliveira, 33, entrou como engenheira na International Paper, de papel, em 2008. Atualmente, ela ocupa o cargo de coordenadora de segurança do trabalho e meio ambiente e tem sob sua responsabilidade a proteção de 1.400 funcionários da indústria.

Fernandes e Oliveira são líderes, planejaram-se para isso e não passaram por grandes problemas para chegarem onde estão.

SEM QUEBRAR O SALTO

“Alguns fornecedores se espantam pelo fato de eu ser mulher, mas lido bem com isso”, conta Fernandes. Oliveira afirma briga por espaço desde a época da faculdade, quando sua turma tinha 62 homens e 4 mulheres. “No início da coordenação, senti que meus conhecimentos técnicos estavam sendo testados, mas tive jogo de cintura”, afirma.

“Elas se preocupam com a carreira da mesma maneira que os homens e não se contentam em assumir papéis razoáveis”, afirma André Chaves, presidente do Grupo Bolsa de Mulher, que estuda o comportamento das mulheres.

Essa preocupação se reflete no desejo de serem líderes. Pesquisa feita em 2010 pela Sophia Mind, braço de pesquisa do Grupo, com 340 mulheres de todo país, com idade entre 25 e 50 anos e ensino superior completo, mostra que 37% delas têm como objetivo serem presidentes de empresa.

FATORES DE RETENÇÃO

“Elas conseguem altos postos por não terem mais a ilusão de serem ‘super mulheres’. E sabem que o compartilhamento das tarefas com os homens é fundamental para conseguirem ter equilíbrio, afirma Rodrigo Vianna, diretor da consultoria Hays.

A diretora da divisão de operações da farmacêutica AstraZeneca, Daniela Castanho, 39, preza pela tranquilidade na balança entre a vida pessoal e a profissional. “Não tem benefício que pague isso”, diz.

Políticas de retenção ainda são insuficientes

Para além de oportunidades e flexibilidade, empresas também oferecem benefícios para reter as mulheres talentosas. Na AstraZeneca, por exemplo, além do auxílio-creche, as funcionárias contam com ginecologista na empresa. Na International Paper, as gestantes recebem bolsa com enxoval básico.
Empresas de grande porte estão investindo cada vez mais em mecanismos similares. Cláudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp, demonstra desconfiança diante das novas políticas de retenção. “São ações positivas, mas temos de ver se perduram”, avalia.

Para ele, é preciso passar a discussão da mulher no mercado para outro nível. “É um problema estrutural, que não resolvemos do dia para noite. O tema da discriminalização dos gêneros deveria entrar nas negociações coletivas.”

 

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Levar marmita para o trabalho é opção saudável e mais barata; veja dicas

Bruna Souza Cruz
Do UOL

Levar comida de casa para o trabalho pode fazer bem para o seu bolso e deixar suas refeições muito mais saudáveis, principalmente em relação ao maior controle que se tem sobre os alimentos.

“O bom é que você pode preparar a comida com menos gordura e mais higiene. É possível elaborar um prato saudável e evitar as ‘besteiras’ que comumente as pessoas colocam no prato em restaurantes self service ou fast foods”, explica Flávia Morais, nutricionista e coordenadora do departamento de nutrição da rede Mundo Verde, empresa especializada em produtos naturais.

Para Nadia Cozzi, consultora em alimentação consciente, investir na marmita (em vez atacar os restaurantes por quilo nas redondezas do trabalho) é uma opção mais barata e oferece ainda outro tipo de vantagem: “É possível optar por alimentos orgânicos livres de transgênicos, agrotóxicos, promotores de crescimento e aditivos químicos”.

Cuidados
Segundo as especialistas ouvidas pela reportagem, a melhor forma de ter uma alimentação equilibrada é adotar um cardápio variado e com alimentos de todos os grupos. Assim, estará contemplando os nutrientes necessários para a manutenção da saúde.

Evite:
Por uma questão de preservação da saúde, elas recomendam evitar frituras, alimentos industrializados e doces em excesso. Evite também o consumo de comidas prontas/congeladas, como lasanhas, estrogonofe e afins. Esses alimentos têm grande quantidade de gordura e de sal que são prejudiciais à saúde e possuem poucos nutrientes.

Refrigeração:
A marmita não deve ficar fora de refrigeração. O correto é a marmita ficar na geladeira até o momento de sair de casa. E durante o transporte ela deve ser levada em uma sacola térmica. Ao chegar ao trabalho ela deve imediatamente ser colocada na geladeira. Além disso, para garantir a qualidade do alimento, a refeição deve ser preparada no máximo um dia antes do consumo.

Odores Fortes:
Evite também levar alimentos que exalam odores fortes, como pimentão, couve-flor. Sem contar os que estragam com maior facilidade, como peixes, cremes, molhos de tomate, maionese, entre outros.

Descarte:
Não consuma os alimentos quando a marmita for deixada por mais de um dia na geladeira da empresa. Neste caso, a refeição deve ser descartada para evitar o risco de contaminação. O risco do alimento estar impróprio para consumo é grande. Até porque geladeiras de empresa são usadas por muitas pessoas e acabam sendo abertas mais vezes o que aumenta a chance da marmita estragar.

Substituição:
No caso de pessoas que não consomem carne, por exemplo, o ideal é escolher alimentos vegetais que sejam boas fontes de proteínas, como feijões, ervilha, lentilha, grão de bico e principalmente a soja; oleaginosas como nozes, amêndoas, castanhas; e ainda o ovo que é também é fonte de proteína.

Recipientes:
Os recipientes de vidro e inox são menos porosos e, portanto, mais facilmente higienizados. Uma vez que a porosidade possibilita o acúmulo de microsujidades. De qualquer forma, utilize preferencialmente a marmita de vidro. Marmitas de plástico ao serem aquecidas podem liberar para o alimento bisfenol A, uma toxina relacionada a um maior risco de câncer. Marmitas de alumínio podem liberar o metal para o alimento, podendo causar uma intoxicação.

Dicas de uma alimentação saudável

“A orientação à população em geral, não somente em marmitas, é a prática da alimentação equilibrada, com um cardápio variado e alimentos de todos os grupos. Por exemplo: arroz, batata ou massa; feijão, lentilha, ervilha ou grão de bico; legumes e verduras; e carnes magras ou ovos”, afirma a nutricionista Dra. Celi Kussumoto.

Gastos

Um estudo divulgado na última sexta-feira (27) aponta que o almoço fora de casa custa, em média, R$ 27,46 no Brasil. Em comparação com o mesmo levantamento apresentado em 2011, esse resultado apresentou alta de 2,54% no índice do preço da refeição neste ano.

De acordo com o consultor de planejamento financeiro pessoal Augusto Saboia, pequenas mudanças podem resultar em grandes resultados. E quando o assunto é levar comida de casa, o especialista afirma que o profissional que economiza o dinheiro do almoço consegue juntar até R$ 5 mil por ano.

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Vagas de emprego – Fevereiro 2012

Cargo: Coordenador de Serviços de Manutenção
Local: Santo Amaro – próximo a estação Granja Julieta (Indústria Farmacêutica de grande porte)
Horário: a combinar
Quantidade: 1 (vaga)
Sexo: Masculino
Salário: a combinar
Benefícios:Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Auxílio Creche, Cesta básica, Convênio com farmácia, Participação nos lucros, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte
Regime de contratação:CLT (Efetivo)
Atividades: Liderar equipe de manutenção predial de elétrica, hidráulica, civil, telefonia/dados e demais serviços de manutenção demandados em edifício comercial, de modo a garantir 100% de disponibilidade dos equipamentos, estrutura e instalações da edificação em questão.
Conduzir e instruir a sua equipe no uso das melhores práticas quanto às rotinas de manutenções corretivas, preventivas e preditivas, observando e fazendo cumprir com as normas e boas práticas de segurança do trabalho vigentes.
Coordenar e fazer cumprir programa mensal de manutenções preventivas, conforme cronograma pré-estabelecido, de modo a cumprir com as metas de qualidade e prazo estabelecidas.
Ter capacidade de liderança, garantindo um ambiente de trabalho saudável e cooperativo, de modo a inspirar o verdadeiro espírito de cooperação e trabalho em equipe.
Conhecimento Específico: Eletricista  ou Eletrotécnica com curso atualizado de norma de segurança NR-10.
Experiência: ao menos 3 anos de experiência com manutenção de circuito de baixa e média tensão, cabines primárias e secundárias, transformadores de potência, alimentação elétricas de moto-bombas e motores em geral. Desejável vivência na coordenação de equipes de manutenções de civil, hidráulica, ar condicionado, telefonia e dados.
Experiência Desejável: vivência na coordenação/liderança de equipes de manutenções de civil, hidráulica, ar condicionado, telefonia e dados.
Informática: conhecimentos básicos de Word, Excel e Outlook e navegadores da Internet.

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Cargo: Supervisor de Monitoramento Eletrônico
Local: Santo Amaro – próximo a estação Granja Julieta (Indústria Farmacêutica de grande porte)
Horário: a combinar
Quantidade: 1 (vaga)
Sexo: Masculino
Salário: a combinar
Benefícios:Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Auxílio Creche, Cesta básica, Convênio com farmácia, Participação nos lucros, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte
Regime de contratação:CLT (Efetivo)
Atividades: Atuar com monitoramento eletrônico e monitoramento de catracas, automatização de prédio e manutenção do ar condicionado e luz.
Conhecimento Específico: Ensino Médio, e já ter atuado na área
Experiência Desejável: conhecimento em manutenção de grandes edifícios.
Informática: conhecimentos no pacote office.

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Cargo: Técnico Jr. de Edificações
Local: Santo Amaro – próximo a estação Granja Julieta (Indústria Farmacêutica de grande porte)
Horário: a combinar
Quantidade: 1 (vaga)
Sexo: Masculino
Salário: a combinar
Benefícios:Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Auxílio Creche, Cesta básica, Convênio com farmácia, Participação nos lucros, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte
Regime de contratação:CLT (Efetivo)
Atividades: ajudará com as ações de lay out aqui da MSD.
Este profissional deve conhecer auto CAD, pode ser recém formado ou com pouca experiência. Tem que ser pró-ativo, ter características de atenção concentrada, bom relacionamento e postura e ter facilidade de trabalhar em equipe.

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Cargo: Assistente Administrativo
Sexo: Feminino
Quantidade: 1
Local: Santo Amaro
Salário: R$ 1.152,00 + benefícios
Horário: comercial

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Cargo: Auxiliar de Limpeza
Sexo: Feminino
Quantidade: 2 vagas
Local: prox. Ao terminal João Dias
Salário: R$ 690,00 + benefícios
Horário: 2º a 6º das 12:12h ás 22:00h

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Cargo: Líder de Equipe
Sexo: Masculino
Quantidade: 1 vaga
Local: prox. Ao terminal João Dias
Salário: R$ 810,31 + benefícios
Horário: 2º a 6º das 6:00h ás 14:20h / sábado das 7:00h ás 11:00h

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Cargo: Auxiliar de Limpeza (folguista)
Sexo: Feminino
Quantidade: 1 vaga
Local: Campo Belo
Salário: R$ 690,00 + benefícios
Horário: 4 x 2 (escala)

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Cargo: Auxiliar de Limpeza
Sexo: Feminino
Quantidade: 1 vaga
Local: Santo Amaro
Salário: R$ 690,00 + benefícios
Horário: 2º a 6º das 13:40h ás 22:00h / sábado das 7:00h ás 11:00h

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Veja dez dicas para montar um currículo na internet e como se candidatar às vagas na rede

Uol Notícias.

Segundo a consultoria Robert Half, uma em cada cinco empresas brasileiras já não recebe mais documento em papel de candidatos às suas vagas. Isso porque as companhias passaram a utilizar a internet e as redes sociais como principal meio para encontrar novos colaboradores.

Nesse sentido, a procura de oportunidades na rede aumentou 43% nos últimos dois anos, de acordo com o Ibope, chegando a 13,4 milhões de usuários com o mesmo objetivo.

A mudança de hábitos de recrutamento das organizações na última década se deve à maior agilidade e à possibilidade de acesso a mais informações sobre os candidatos.

“Ninguém mais quer uma pilha de currículos em cima da mesa para analisar um a um, é mais fácil e assertivo realizar uma busca por meio de filtros para encontrar os candidatos que possuem os pré-requisitos necessários”, diz Renato Grinberg, diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com no Brasil.

Grinberg aconselha o candidato a pensar como o próprio selecionador: ao preencher currículos online, é preciso ter em mente que a busca será feita por meio de palavras-chave. Portanto, é preciso perguntar-se por quais palavras e informações um recrutador iniciaria essa busca.

“Se o seu objetivo é buscar uma vaga para analista de crédito, por exemplo, seja direto. Não escreva “contabilidade”, que é a área em geral, essa informação é muito vaga e você pode não atingir seu objetivo”, exemplifica o diretor.

Outra dica do importante é colocar o máximo de dados relevantes possível. “O currículo online deve conter mais informações do que faria no impresso para que a pessoa possa ser encontrada mais facilmente e tenha mais possibilidades de ‘vencer’ os filtros”.

Grinberg ainda alerta: “Se possui mais de um objetivo profissional, não faça um currículo genérico, elabore duas ou mais opções com o objetivo claro em cada um e com as informações selecionadas”.

Confira as dez dicas do diretor geral da Trabalhando.com:

1) Complete todos os campos:
Deixar algum em branco pode impossibilitá-lo de aparecer em algumas pesquisas de currículos;

2) Seja direto:
Procure não colocar a área em que atua como objetivo profissional, mas sim o cargo ao qual deseja concorrer;

3) Experiências recentes primeiro:
Essa informação deve vir sempre em ordem decrescente e completa, com cargo, funções e período de atuação;

4) Destaque cursos relevantes:
Realizou um curso de especialização de pouca duração? Não tem importância, isso mostra que está em busca de conhecimento e aprimora o seu currículo;

5) Língua estrangeira:
Se não fala outra língua, não minta! Porém, é válido colocar se possui conhecimento básico, apenas se ele realmente existir;

6) Cuidado com erros de português:
Isso pode desclassificar um candidato. Revise cuidadosamente e, se possível, peça para que outra pessoa colabore com você nessa tarefa;

7 ) Destaque seus diferenciais:
É importante saber “vender o seu peixe”. Escreva experiências pessoais relevantes ou premiações;

8.) Carta de apresentação:
Elabore uma opção para cada objetivo profissional, destacando-o de maneira clara e criativa;

9) Mantenha seu currículo atualizado:
Lembre-se de atualizá-lo sempre com mudança de informações pessoais, profissionais e novos conhecimentos na área;

10) Buscar um emprego já é um emprego:
Procurar emprego pelo computador não é sinônimo de comodismo. Dedique-se a esta atividade, estipulando horários para busca de vagas e envio de currículos.

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Use as redes sociais a seu favor e se dê bem na carreira

Bárbara Stefanelli
Do UOL, em São Paulo

•    Descubra se você é um dos chatos das redes sociais e livre-se desse comportamento já
•    Como você se comporta nas redes sociais?

Em um mundo cada vez mais conectado, a linha entre a vida pessoal e profissional fica cada vez mais tênue. Segundo números do Ibope Nielsen Online, das 63,5 milhões pessoas com acesso à internet, 48 milhões são usuários ativos em casa ou no trabalho. Outra pesquisa, lançada no começo de janeiro, mostra que o Brasil já é o quarto país do mundo a ter mais perfis no Facebook e, quando se trata de Twitter, ocupamos a terceira posição.
Inevitavelmente, entre tantos amigos dessas e outras redes, muitos são colegas de trabalho e, se você não quiser queimar o seu filme na web e nem no seu emprego, o cuidado com os posts deve ser constante –ainda mais se você trabalhar em áreas que envolvam o uso frequente da internet.

Segundo Ana Luiza Mano, consultora de RH e integrante do NPPI (Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP), as redes sociais podem ter peso decisivo na hora da contratação de um funcionário. “Seleções têm várias etapas, uma delas é identificar o comportamento do candidato nas redes sociais. Uma vez, organizei uma seleção em que 100 pessoas concorriam a uma vaga e só um deles tinha LinkedIn [rede social específica para contatos profissionais]. Claro que ele acabou saindo na frente”, conta a especialista.
Alguns chefes costumam ficar de olho no perfil de seus empregados. Por isso, é importante procurar saber qual é a política de uso das redes sociais da empresa em que você trabalha. Para Ana Luiza, se o profissional procura usar a rede social a seu favor, também é essencial pensar muito bem no teor de seus posts. “Fale algo que seja relevante. Por isso, é necessário refletir antes de postar. O que você posta não é mais seu, é de todo mundo. E por mais que você bloqueie o seu perfil ou coloque filtros, alguém pode invadi-lo e ver o seu histórico.”

Segundo Ana Luiza, pega bem fazer uma autopromoção, discretamente, em páginas pessoais. Assim, o profissional se sai bem com a chefia ou atrai a atenção de profissionais da área. Outra dica dela é mentalizar que, a partir do momento que se é funcionário de algum lugar, o profissional passa a representar o empregador. “Já vi casos de pessoas que foram demitidas por falarem coisas que não condizem com a empresa ou elogiarem um concorrente”, explica.

Relevância das redes
Apesar da crescente importância das redes sociais para o profissional, as páginas não fazem milagres e boa apresentação e currículo continuam sendo indispensáveis. Portanto, não é necessário se preocupar  demasiadamente com o seu desempenho nas redes; aja naturalmente e saiba o que está acontecendo nas páginas pessoais do momento. Segundo Carolina Stilhano, gerente de Comunicação da Catho Online, o rendimento nas entrevistas é a característica mais relevante na hora de conseguir um emprego.
A representante do site de empregos brasileiro também afirma que “as redes sociais na carreira ainda não são tão impactantes no Brasil” e, de acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros 2011″ –realizada pela empresa no ano passado, em território nacional–, as redes sociais apresentam apenas 0,2% de relevância na hora de conquistar um emprego.
Ainda de acordo com os dados do relatório, a cada 100 profissionais desempregados, cerca de 28 procuram empregos em redes sociais. Na hora de divulgar as vagas, essas páginas da web têm apenas 3% de importância, sendo a indicação de pessoas de dentro da empresa o método mais comum na hora de comunicar a existência de um novo posto, com 47,6%.

Apesar dos números desanimadores, a headhunter Joyce Cerigner, da JC Consultores, destaca a importância da atuação dos profissionais na web. “Realmente, ficamos de olho ou colocamos algum anúncio específico para cada função nessas páginas”, afirma a consultora.

Dez dicas para usar as redes sociais a seu favor*:

1. Informe-se sobre as regras e políticas de uso da sua empresa para as redes sociais durante o período de trabalho;
2. Não fale mal do seu trabalho  ou elogie empresas concorrentes nas redes sociais;
3. Poste assuntos que sejam relevantes para seus seguidores;
4. Pense nas consequências do seu post antes de publicá-lo;
5. Se estiver desempregado, acompanhe perfis que divulgam vagas;
6. Mostre que domina a rede social que está usando;
7. Coloque no currículo o endereço de redes sociais relevantes que participa ou de blog pessoal*;
8. Evite dividir opiniões polêmicas, principalmente as que envolvam qualquer tipo de preconceito;
9. Analise qual é a importância das redes sociais na sua área de atuação e jogue com isso;
10. Participe, também, de redes sociais que são voltadas apenas para a área profissional.

Fontes: Ana Luiza Mano e Carolina Stilhano

Qualificação

Vagas disponíveis para janeiro de 2012.

Porteiro Diurno para São Roque/SP
Salário: R$ 1014,00
Quantidade de vagas: 1
Benefícios: Refeição no local, Cartão alimentação, seguro de vida, uniforme, vale transporte, convenio farmácia, participação de lucros
Horário: 2º a 5º das 11:00h ás 20:48h / 6º das 10:30h ás 16:00h
Exigências: ter experiência na área

Auxiliar de Limpeza – masculino (Zona Sul) e Auxiliar de Limpeza – feminino
Salário: R$ 690,00
Quantidade de vagas: 5
Benefícios: VR, Cartão alimentação, seguro de vida, uniforme, vale transporte, convenio farmácia, participação de lucros
Horário: a combinar, mas deve ter disponibilidade de horário
Exigências: ter experiência na área

Lider de Equipe – Jaraguá
Salário: R$ 782,00
Quantidade de vagas: 1
Benefícios: VR, Cartão alimentação, seguro de vida, uniforme, vale transporte, convenio farmácia, participação de lucros
Horário: 2º a sábado das 7:00h ás 15:20
Exigências: ter experiência na área e noções de liderança

Vagas

Para seu bem-estar, saiba como deixar o escritório fora da praia.

FILIPE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A competitividade do mercado e a facilidade de se manter sempre conectado utilizando novos aparelhos eletrônicos tornaram mais difícil se desligar do trabalho nos momentos de lazer e férias.

É cada vez mais comum as pessoas levarem seu escritório para casa ou viajarem para a praia o carregando dentro do bolso ou da mala, na forma de um smartphone, tablet ou notebook.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Harrys Interactive no mês de julho nos EUA, período de férias de verão no hemisfério Norte, mostra que, entre os 3.304 americanos consultados na época, quase metade dos que iriam tirar férias pretendia continuar checando e-mails do trabalho ou fazer telefonemas de negócios.

No Brasil a realidade não é diferente. Pesquisa realizada pela Asap, consultoria de recrutamento de executivos a pedido da Folha e publicada no dia 28 de novembro mostra que 80% dos entrevistados que ocupavam cargos de analista, gerente ou supervisor costumavam ser acionados em casa por celular. Além disso, metade dos profissionais disseram que costumam responder e-mails profissionais nas férias.

Arte/Folhapress
DICAS PARA SE DESLIGAR NAS FÉRIAS

O consultor Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, diz que a queixa de não poder se desligar do trabalho aparece com frequência em conversas com pessoas que procuram os seus serviços. Ele considera que, dependendo do cargo que a pessoa ocupa, não esquecer completamente do trabalho é uma questão de responsabilidade.

“O problema existe quando a pessoa tem medo de perder sua posição de emprego ou perder informações importantes”, diz Barbosa. A partir desse momento a pessoa começa a ter dificuldades em seus relacionamentos familiares e em sua vida pessoal, segundo o consultor.

Ele lembra que pessoas que vivem com essa preocupação constante podem ter dificuldades para dormir durante as férias ou acabar não aproveitando uma viagem pela qual estão pagando.

A coordenadora de atendimento Beatriz Carvalho, 22, começou a trabalhar aos 18 anos e logo teve várias oportunidades de crescimento profissional. Passou a assumir muitas responsabilidades. Ela diz que começou a se pressionar muito para conseguir manter o que tinha conquistado e continuar progredindo na carreira.

“A ideia que eu tinha era de que, quanto mais eu trabalhasse, mais rápido eu iria conseguir as coisas que queria.” Passou a abdicar do lazer e dos fins de semana. Quando não tinha uma tarefa específica, dedicava-se a procurar novas ideias e projetos.

Continuou assim até que a sobrecarga de trabalho começasse a afetar sua saúde. Trabalhava com eventos. Quando chegava próximo das datas, tinha pesadelos. Durante o dia sentia muito enjoo e ânsia de vômito. Também sentia fortes dores na coluna e nos ombros.

“Então percebi que não importa quanto proativo que você possa ser, mesmo pulando algumas etapas, você acaba sofrendo as consequências mais para frente.”

Diz que atualmente quer deixar as coisas acontecerem de forma mais lenta e natural e prestar mais atenção no que seu momento de vida tem para oferecer além do escritório.

Passou a conviver mais com pessoas da sua idade que considerava mais relaxadas. Também não abriu mão da companhia de pessoas mais experientes para “manter o foco”.

No momento está na metade de suas primeiras férias de um mês inteiro que tira desde que começou a trabalhar. Diz que quer voltar ao trabalho sentindo saudades. Ela acabou de voltar de uma viagem para a Bahia, e agora usa seu tempo livre para ler. Encara esse momento de descanso como um aprendizado.

 

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O estilo de cada um.

Até que ponto a roupa pode interferir na carreira profissional e na forma como as pessoas se relacionam no trabalho

Caroline Marino – UOL notícias.

DRESS CODE FORMAL Michele, da UPS: os funcionários são nosso cartão de visita. Eles carregam a imagem e a reputação da empresa, por isso é necessário vestir-se de forma adequada e de acordo com as exigências (foto: Adriano Vizoni)

Meias marrons ou pretas. Sapatos alinhados e cinto na cor preta. Barba feita e cabelo cortado e penteado adequadamente. É assim que os entregadores da transportadora americana UPS devem se apresentar todos os dias no trabalho. Na filial brasileira, como em todos os escritórios dela no mundo, existe uma série de normas escritas, que variam conforme a categoria profissional, como explica Michele Cavalcante, gerente de RH da empresa. “Aqui, temos diferenciação somente entre funcionários administrativos e operacionais, que utilizam uniformes padronizados, como os entregadores, por exemplo”, explica.

Segundo a executiva, estes possuem um procedimento específico e passam por auditoria diária antes de saírem às ruas. “O coordenador de operações é responsável por verificar se cada entregador está com seu uniforme limpo e adequado às exigências da empresa. Isso tudo, explica, pois eles são literalmente a imagem da companhia. “Quando pensamos em uma empresa de entrega, pensamos em seus entregadores; eles estão em contato diário com todos os clientes e por esse motivo a apresentação precisa ser impecável”, ressalta. Os demais funcionários administrativos – independentemente do cargo – seguem o mesmo procedimento de vestimenta, porém com outras regras: nada de saias curtas e sandálias abertas para as mulheres, nem bermudas e camisetas para homens. E, claro, os homens devem estar devidamente barbeados. “Os funcionários são nosso cartão de visita. Eles carregam a imagem e a reputação da UPS, por isso é necessário vestir-se de forma adequada”, ressalta Michele.

Em algumas filiais da companhia nos EUA, por exemplo, as mulheres não podem utilizar sequer sapatos abertos, como os peep toes, pois as áreas administrativas estão no mesmo local das operacionais e existe, assim, risco de acidente se a funcionária tropeçar em alguma caixa ou algum material cair no pé. Dessa forma, nada mais natural do que pedir sapatos fechados. “Como no Brasil só há acesso às áreas operacionais, esse tipo de calçado foi liberado. Também podemos utilizar, aqui, blusas ou vestidos sem mangas, com aquelas mangas que vão até o ombro somente (exceção de regatas) devido ao calor”, conta.

Michele diz que nunca deixou de usar alguma peça que gosta por causa do procedimento da empresa. “Desde o meu primeiro dia de trabalho, há 13 anos, a companhia deixou muito claro o que poderia (ou não) usar e me explicou os motivos, com os quais concordo e compreendo. Utilizar sandália, por exemplo, já está vinculado a um dia fora do expediente, então acredito que nem me sentiria à vontade trabalhando de sandálias, além de que a roupa social me faz sentir mais confiante, mais profissional”, afirma.

De acordo com o ambiente
Mas nem todas as empresas são cheias de regras e formalidades. Cada ambiente corporativo demanda uma roupa diferente – há os mais tradicionais como o financeiro e os mais liberais, como o de comunicação. De acordo com a consultora de imagem Sabina Donadelli, o estilo da pessoa e o ambiente de trabalho devem se adequar. “Uma pessoa criativa pode usar jeans, com lenço colorido como acessório num ambiente de comunicação, como numa agência de publicidade; mas uma advogada, por exemplo, não poderia usar esse look no fórum, optando por um terninho ou saia e blusa com bijuteria discreta como acessório. O mesmo acontece com as profissionais do mercado financeiro”, afirma. A também consultora de imagem Cristina Zanetti, do site Oficina de Estilo, concorda: “Cada ambiente tem seu estilo. O que as pessoas precisam fazer é saber o que usar (ou não) em seu ambiente de trabalho”, ressalta. Para ela, não se trata de estar na moda e, sim, de ter alguns cuidados na hora de escolher uma roupa para trabalhar. “O que deve prevalecer sempre é o bom-senso”, completa.

Na agência de publicidade Talent, por exemplo, é possível encontrar pessoas com tênis all star e camisetas mais descoladas. Isso porque se trata de um ambiente mais informal, que costuma atrair profissionais com um perfil mais despojado e que se vestem com peças mais modernas e diferentes, como explica a diretora de relações com mercado da agência. Luiza Porto. “O interessante é que mesmo que o cliente tenha um ambiente mais formal, ele espera que os profissionais de criação se vistam menos formalmente. Faz parte do ‘pacote criativo’”, brinca Luiza.

A redatora Lígia Mendes, de 33 anos, e na agência há um ano e meio, que o diga. Avessa a saltos altos e meia calça e adepta ao conforto, ela conta que só usa peças mais arrumadas em casamentos ou festas. Por isso, para ela, é ótimo trabalhar em um ambiente menos formal. “Isso facilita muito e evita que eu tenha dois guarda-roupas: um para o trabalho e outro para o dia a dia”, brinca. Além disso, ela ressalta que trabalhar em um lugar em que todo dia é casual day faz as pessoas ficarem mais à vontade e o ambiente mais leve. “Não precisa inventar muito. Uma calça jeans, camiseta e tênis já formam o look perfeito”, afirma. Quando ela quer dar uma cara mais arrumada ao básico, investe em acessórios como bolsas, lenços e sapatos diferentes.

O publicitário Rafael Braga Bedulatto, de 27 anos, que já deu aulas de informática e teve de se adaptar ao padrão mais sério da empresa, conta que hoje abusa das camisetas com estampas e do all star. “Lembro que quando comecei a dar aulas, os donos da escola pediram para eu me vestir de maneira mais séria, para que os alunos me respeitassem”, diz. Hoje em uma agência de publicidade, Bedulatto tem total liberdade na hora de se vestir. Aliás, ele acredita que a roupa é uma forma de expressão. “Na área em que trabalho, você se diferencia por ideias e atitudes e pela forma que se expõe. Quem contrataria um diretor de arte que se veste como um banqueiro?”, questiona. Para ele, a liberdade na forma de se vestir é uma maneira de as pessoas se libertarem de moldes e de pensamentos em grupo.

Em linhas gerais, na visão da personal stylist Cris Vieira,  a roupa ideal é aquela que transmite as mensagens adequadas à função que o profissional exerce: às vezes de ser criativo, às vezes de passar credibilidade e confiabilidade. “Cada área profissional precisa passar uma mensagem diferente: num ambiente mais formal, o look deve ser comportado e discreto, repassando a mensagem de respeito, confiança e credibilidade. Porém, numa área onde a criatividade é ferramenta essencial para o desenvolvimento de um bom trabalho, como a de moda e publicidade, o traje deve ser mais despojado e criativo”, afirma.

Mas há peças, segundo especialistas, que devem ser abolidas de qualquer ambiente profissional, como transparências e decotes para as mulheres; e camisetas de propaganda ou time de futebol e tênis de corrida, para os homens. “É essencial respeitar as regras da empresa e estudar seu tipo físico de modo que agregue valor à sua imagem, sempre. Seu estilo fica para as horas de lazer”, aconselha Cris. Fica claro que saber vestir-se adequadamente para o trabalho vai muito além de apenas pensar em gostos pessoais e em estar em dia com última tendência da moda. Independentemente do perfil da empresa, roupa social, em especial a de balada, é uma coisa; roupa profissional é outra. O bom-senso deve prevalecer. Sempre.

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Jovens insubordinados no trabalho são reflexo de educação permissiva Part-2

Perdas e danos
Para Blenda de Oliveira, outro ponto a considerar para compreender como surge a insubordinação dos jovens nas empresas é a nossa própria sociedade, pouco cumpridora das leis. “Quando vivemos em um ambiente em que há ‘um jeitinho’ para tudo, as figuras de autoridade perdem sua validade com rapidez, já que não se cumpre a justiça”, pondera.

Um terceiro fator é que nas classes sociais em que os jovens têm um acesso enorme às diferentes e boas formações, muitos passam a se sentir tão ou mais inteligentes e competentes que os seus chefes. Ignoram, assim, a experiência e a trajetória de vida de outras pessoas por ostentarem títulos ou um curso no exterior, por exemplo. Segundo Branca Barão, quanto maior a formação intelectual e mais confortável for a situação financeira de alguém, maior a chance dessa pessoa dizer: “Eu não preciso disso!” no primeiro “não” que ouvir no trabalho. “A humildade é uma postura essencial para ter um bom relacionamento em uma empresa.”

Mas quais as consequências desse tipo de comportamento -além de uma demissão? A psicanalista Blenda de Oliveira avisa que não respeitar as autoridades e os limites sempre traz prejuízos na vida futura, caso tal atitude vire um padrão de comportamento. “Mas é claro que não é todo confronto que pode gerar danos, não podemos generalizar”, diz.

Uma criança “mimada” ao extremo dentro de casa pode se tornar uma pessoa bastante difícil no ambiente de trabalho: que não pode ser contrariada, não consegue aceitar que uma ideia sua não seja idolatrada, não sabe ajudar as outras pessoas. A empresa contrata pelo currículo, mas não aguenta conviver com aquela pessoa, que acaba demitida por suas características comportamentais.

Outro risco, segundo Blenda: confundir autoridade com autoritarismo e passar a agir de forma mais autoritária que aqueles que critica. “O maior problema de não saber lidar com a hierarquia é um ego fraco que não aguenta a frustração de ser criticado, de errar e de precisar do outro para crescer. O resultado é um enorme sentimento de solidão.”

Para Daniella Correa, alguns casos exigem menos crítica e mais compreensão. “Um jovem, principalmente que ainda não vivenciou a profissão escolhida, não sabe se essa atividade irá satisfazê-lo e pode ter dificuldades de adaptação às rotinas. Ele precisa conhecer e adaptar-se à cultura, normas e procedimentos da empresa e entender como funciona um ambiente corporativo”, diz.

Uma boa ideia é pesquisar sobre as regras e os valores da empresa antes mesmo de se inscrever no processo seletivo. Assim evitará cometer erros que poderão prejudicá-lo. Além disso, é fundamental que a empresa tenha responsáveis preparados para receber, orientar, desenvolver as habilidades e avaliar esses profissionais. “O gestor deve entender que esses novos colaboradores entraram na empresa para aprender. É o primeiro contato que possuem com o ambiente corporativo”, explica Daniella.

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Jovens insubordinados no trabalho são reflexo de educação permissiva – part1

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL

Falta de limites em casa prejudica os estudos e reflete no futuro profissional de jovens

  • Evite ataques de birra aprendendo a dizer “não” às crianças desde cedo

Desrespeito aos horários, negligência com prazos, desacato à hierarquia. Em princípio, pode se tratar de um resumo dos problemas enfrentados por boa parte dos professores. Nada disso… Imagine esses alunos, crescidos e formados, no mercado de trabalho. É exatamente dessa maneira que agirão: com indisciplina e agressividade. Um dos principais dilemas enfrentados atualmente pelo universo corporativo é a presença maciça de jovens com dificuldade em acatar ordens. Não se trata de falta de comprometimento com o trabalho, mas, sim, de uma imensa oposição à hierarquia, gerando conflitos com a chefia e os colegas.

A raiz da questão é a mesma dos problemas enfrentados pelas escolas: uma educação permissiva demais em casa. Para a especialista em comportamento humano Branca Barão, uma parcela significativa de pais é mais liberal com os filhos em relação ao tratamento que receberam dos próprios pais. “É claro que isso influencia a relação entre líder e colaborador. E a forma como os pais se relacionam com os seus chefes também”, diz.

Para Branca, algumas peculiaridades em família são determinantes para começar a traçar o perfil profissional de uma criança. “Quem cresce em um ambiente onde tem a chance de exercer sua tirania desde cedo, provavelmente, fará isso no ambiente de trabalho, também. Quem tem a liberdade de gritar com os pais, possivelmente, repetirá o tom de voz no ambiente corporativo e não terá noção de limites. Quem dá sempre a última palavra em relação ao passeio que a família fará no fim de semana, terá, obviamente, mais dificuldade de aceitar ordens.”

É óbvio que os exemplos são generalistas, para chamar a atenção para a gravidade da situação. Mas nem toda criança mimada deve se tornar um adulto impertinente no campo profissional, pois há outros acontecimentos futuros determinantes. Porém, a permissividade, geralmente, causa estragos para toda a vida.

De acordo com Branca, é preciso ensinar os filhos a ouvir um “não” e, principalmente, aceitá-lo. “Tivemos uma onda na educação em que o ‘não’ foi praticamente proibido, pois era tido como nocivo. Eu acredito que é o momento de resgatarmos essa palavra tão importante, pois descobrimos que a falta dela pode ser tão prejudicial quanto o excesso. Buscar o equilíbrio é essencial”. É importante evitar que as crianças acreditem que têm poder de decisão maior do que eles realmente devem ter em cada faixa etária.

Para a psicanalista Blenda de Oliveira, os adolescentes precisam confrontar para encontrar as suas respostas. Afinal, a rebeldia faz parte do repertório típico da idade. “Mas deixar o jovem confrontar de maneira desrespeitosa cria uma ilusão de poder e de falta de limites irreais”, explica a especialista. Na opinião de Blenda, na infância dos filhos, os pais devem permitir o questionamento e ensiná-los as diferenças da experiência de vida e dos papéis de cada um.

“É fundamental mostrar que respeitar a autoridade é um aspecto de força, de capacidade e de competência para aprender e crescer. Observar que alguém nomeado como chefe não tem as competências necessárias não dá o direito a qualquer pessoa de faltar com o respeito”, afirma Blenda. A sugestão de Daniella Correa, consultora de Recursos Humanos da Catho Online, é negociar limites com o jovem e explicar os objetivos desses limites. “Eles precisam sentir que participaram da decisão, que foi um acordo e não uma decisão autoritária”, diz.

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